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http://repositorio.fps.edu.br/handle/4861/1303| Title: | Desafios e estratégias para a interprofissionalidade em enfermarias hospitalares do SUS: um estudo qualitativo e desenvolvimento de cartilha |
| Authors: | ALMEIDA, Luiza Piereck Bradley de SILVA, Eduardo Falcão Felisberto da NOVAES, Nathaly Maria Ferreira Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu Mestrado Profissional em Psicologia da Saúde |
| Keywords: | Educação Interprofissional Equipe Multiprofissional Sistema Único de Saúde (SUS) Assistência Integral à Saúde |
| Issue Date: | 2026 |
| Abstract: | RESUMO Introdução: A interprofissionalidade é um conceito fundamental para a promoção de práticas de saúde integradas e resolutivas, especialmente no contexto hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS). Este conceito envolve a colaboração entre diferentes profissionais da saúde, com o objetivo de oferecer um cuidado integral ao paciente, atendendo às diversas necessidades de forma conjunta. No entanto, a implementação dessa prática enfrenta desafios, principalmente nas equipes multiprofissionais hospitalares, devido à resistência cultural e às estruturas hierárquicas tradicionais. Objetivos: O objetivo principal deste estudo é compreender como os profissionais de equipes multiprofissionais em hospitais do SUS percebem e aplicam os conceitos de interprofissionalidade em suas práticas. Os objetivos específicos incluem investigar a compreensão dos profissionais sobre a interprofissionalidade, descrevendo o entendimento sobre habilidades e competências relacionadas ao conceito, além de identificar as barreiras e facilitadores para a colaboração entre diferentes profissionais. Por fim, a elaboração de uma cartilha a partir dos resultados. Método: Estudo de abordagem qualitativa, por meio de entrevistas semiestruturadas com profissionais da área da saúde de um hospital público. A coleta de dados foi realizada entre agosto e setembro de 2025. A captação ocorreu a partir da anuência institucional e indicação de potenciais participantes pela coordenação hospitalar. Para o recrutamento, houve o convite voluntário, apresentação da pesquisa e checagem dos critérios de inclusão e exclusão, com assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e garantia de sigilo e anonimato. A análise dos dados seguiu a metodologia de análise temática do conteúdo, identificando núcleos de sentido e categorias sobre interprofissionalidade, colaboração e impactos na qualidade do cuidado. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética (CAAE 89631825.5.0000.5569), em conformidade com a resolução CNS nº 510/2016. Resultados: A população do estudo foi composta por 12 profissionais de saúde, abrangendo oito categorias distintas: Assistência Social (2), Nutrição (2), Fisioterapia (3), Fonoaudiologia (1), Psicologia (1), Terapia Ocupacional (1), Farmácia (1) e Medicina (1). Emergiram 4 eixos temáticos: 1) Compreensão e conceitos de interprofissionalidade; onde observou-se uma compreensão robusta da integralidade, embora persistam imprecisões terminológicas entre multi e interprofissionalidade. 2) Habilidades, competências e atitudes para o trabalho interprofissional; que destacou a comunicação assertiva, a humildade intelectual e o esclarecimento de papeis como competências essenciais. 3) Desafios e barreiras para o trabalho interprofissional no SUS; em que emergiu o "paradoxo da interprofissionalidade", onde a centralidade médica, a hierarquia salarial e a sobrecarga de trabalho atuam como barreiras estruturais que limitam a prática colaborativa. 4) Estratégias facilitadoras para a interprofissionalidade; evidenciando o apoio da gestão, a institucionalização de espaços de encontro e a Residência Multiprofissional como facilitadores. Como desdobramento desses achados, a dissertação gerou dois produtos: um artigo científico intitulado “Desafios e Estratégias para a Interprofissionalidade no Sistema Único de Saúde” e uma cartilha técnica, intitulada “Arquitetura da Colaboração: estratégias para lideranças na promoção da interprofissionalidade no SUS”, voltada para orientar lideranças na promoção de práticas interprofissionais. Considerações finais: Os resultados revelaram um paradoxo entre o domínio conceitual da interprofissionalidade e sua limitada operacionalização prática, comprometida pela centralidade médica, desigualdade remuneratória entre categorias e sobrecarga de trabalho. Como facilitadores, destacaram-se liderança colaborativa, Educação Permanente e Residência Multiprofissional. O estudo tem como limitações o número reduzido de participantes, a ausência da enfermagem e o recorte institucional único, indicando a necessidade de estudos futuros com maior diversidade de categorias, contextos e delineamentos longitudinais. Conclui-se que a efetivação da interprofissionalidade no SUS demanda transformação cultural contínua e investimento institucional deliberado, perspectivas que orientaram a produção do artigo científico e da cartilha técnica resultantes desta dissertação. Palavras-chave: Educação Interprofissional. Equipe Multiprofissional. Sistema Único de Saúde (SUS). Assistência Integral à Saúde |
| Description: | Dissertação apresentada à banca do Programa de Pós Graduação Stricto Sensu da Faculdade Pernambucana de Saúde – FPS, como requisito para a obtenção do título de Mestre em Psicologia da Saúde. |
| URI: | http://repositorio.fps.edu.br/handle/4861/1303 |
| Appears in Collections: | TCC (Dissertações) |
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