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dc.contributor.authorGOIS, Amanda Cardoso de-
dc.contributor.authorCOSTA, Juliana Monteiro-
dc.contributor.authorPEDROSA, Ana Paula Amaral-
dc.date.accessioned2026-08-10T18:08:13Z-
dc.date.available2026-08-10T18:08:13Z-
dc.date.issued2026-
dc.identifier.urihttp://repositorio.fps.edu.br/handle/4861/1361-
dc.descriptionDissertação apresentada em cumprimento às exigências para obtenção do grau de Mestre em Psicologia da Saúde da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).pt_BR
dc.description.abstractRESUMO Cenário: A morte, embora seja um fenômeno natural e inevitável, ainda é frequentemente tratada como um tabu na sociedade e também no contexto acadêmico e profissional da saúde. Durante a formação, estudantes e profissionais em início de carreira muitas vezes não recebem preparo suficiente para lidar emocionalmente com o processo de morte e morrer, especialmente no contexto hospitalar. Esse déficit na formação pode gerar impactos emocionais significativos, contribuindo para sofrimento psíquico, distanciamento emocional e possíveis dificuldades na relação de cuidado com pacientes e familiares. Nesse contexto, torna-se necessário refletir sobre como os estudantes de psicologia vivenciam essas experiências durante a prática de estágio. Objetivo: Compreender a experiência vivida por estudantes do quarto ano do curso de Psicologia em estágio hospitalar diante do processo de morte de pacientes, bem como, seus ajustamentos e as estratégias de autorregulação utilizadas frente a essas experiências. Método: Trata-se de uma pesquisa qualitativa ancorada nos pressupostos da Gestalt-terapia. A população foi composta por estudantes do quarto ano do curso de Psicologia que atuam como estagiários em um hospital escola de referência da cidade de Recife-PE. O período do estudo aconteceu entre os meses de abril de 2024 a maio de 2026. Como instrumento foi utilizado um questionário com dados sociodemográficos para traçar o perfil dos participantes, além da realização de entrevistas semiestruturadas, conduzidas individualmente, com horário previamente acordado com cada participante e com a coordenação do setor de psicologia, a fim de que não houvesse interferência na dinâmica do estágio. O número de participantes obedeceu ao critério de saturação de conteúdo, quando as informações passam a se tornar redundantes e os dados foram analisados a partir de Técnica de Análise de Conteúdo Temática, proposta por Minayo. As entrevistas foram gravadas em áudio, transcritas na íntegra e analisadas, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A pesquisa seguiu as diretrizes da Resolução nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde e foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos do Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira através do Parecer nº 7.632.193. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), garantindo o sigilo e a confidencialidade das informações. Resultados: Os resultados desta dissertação serão apresentados em dois formatos. O primeiro trata-se de um artigo científico que abordará o contato dos estagiários de Psicologia com a morte a partir da perspectiva da Gestalt-terapia. O segundo produto 8 refere-se a um guia que foi elaborado a partir dos dados colhidos na pesquisa e tem o objetivo de informar e validar emoções e sentimentos vivenciados, fazendo uso de algumas técnicas de autoregulação e informando sobre formas e o momento de procurar suporte de um profissional. Participaram da pesquisa dez estudantes do quarto ano de psicologia que estão realizando estágio no setor hospitalar, sendo eles: quatro do sétimo período (E1) e seis do oitavo período (E2). Do total de participantes, nove são do sexo feminino. A idade variou entre 20 e 31 anos, com média de idade aproximada de 24 anos. Em relação a se declarar espiritualizado, oito participantes se declaram como serem espiritualizados e apenas dois, se denominaram como não espiritualizados. No quesito religião, três participantes disseram não ter religião, dois como evangélico e apenas um participante se denominou como católico, outro como budista, outro como agnóstico, outro como espírita e outro como protestante. A compreensão, fundamentada nos conceitos de campo e fronteira de contato, permitiu identificar categorias temáticas relacionadas à percepção dos estudantes sobre a morte, às dificuldades emocionais e aos ajustamentos criativos desenvolvidos no processo. Observou-se que a formação acadêmica e o suporte institucional influenciam diretamente a forma como os estudantes elaboram o contato com a finitude. A ausência de espaços de reflexão pode levar a interrupções no ciclo de contato e ao distanciamento emocional, impactando a humanização do cuidado. Conclusão: Os dados revelam a urgência de ampliar as discussões sobre a finitude na graduação de Psicologia, integrando práticas que favoreçam a awareness e a saúde emocional do futuro psicólogo. Conclui-se que o fortalecimento dos processos de autorregulação é essencial para uma formação ética e sensível, preparada para o suporte a pacientes e familiares no contexto hospitalar. Ademais, sugere-se o desenvolvimentos de novas pesquisas que abordem o contato com a finitude e a morte não somente em estagiários de psicologia, mas de outras áreas de saúde que lidam com esta realidade no seu processo de formação. PALAVRAS-CHAVE: Morte. Habilidades de Enfrentamento. Atitude frente à Morte. Psicologia da Saúde. Terapia Gestalt.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.subjectMortept_BR
dc.subjectHabilidades de enfrentamento.pt_BR
dc.subjectAtitude frente à morte.pt_BR
dc.subjectPsicologia da saúdept_BR
dc.subjectTerapia Gestalpt_BR
dc.titleSobre a morte e o morrer: percepções e impactos da morte em estagiários de psicologiapt_BR
dc.typeOtherpt_BR
dc.contributor.programPrograma de Pós-Graduação Stricto Sensu Mestrado Profissional em Psicologia da Saúdept_BR
Appears in Collections:TCC (Dissertações)

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