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Title: Conhecimento dos adolescentes de escolas públicas sobre as infecções sexualmente transmissíveis
Authors: BEZERRA, Debora Henrique
MELO, Mônica Cristina Batista de
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu Mestrado Profissional em Psicologia da Saúde
Keywords: Adolescentes
Infecções sexualmente transmissíveis
Intervenção educacional
Issue Date: 2026
Abstract: RESUMO Introdução: A adolescência é um período do desenvolvimento marcado por alterações biopsicossociais que afetam as dimensões do corpo físico, mas também ocasiona alterações afetivas, cognitivas e de relacionamentos, incluindo o surgimento dos papéis sexuais e reprodutivos. Tais comportamentos contribuem para o incremento no número de adolescentes gestantes e com infecções sexualmente transmissíveis. No Brasil, metade dessas infecções ocorrem em adolescentes e jovens adultos na faixa etária entre 15 e 24 anos, principalmente nas regiões mais vulneráveis. Objetivo: descrever o perfil clínico e sociodemográfico e analisar o conhecimento dos adolescentes sobre as infecções sexualmente transmissíveis. Método: O presente estudo é do tipo observacional de corte transversal. A pesquisa foi realizada no município de Olinda, em escolas públicas, escolhidas por conveniência, com adolescentes entre 12 e 18 anos, nos meses de agosto e dezembro de 2025. Foi realizado cálculo amostral a partir dos dados do Censo Escolar do QEdu referente ao ano de 2024. Considerando o universo de 11.991 alunos matriculados na rede pública de Olinda, o cálculo amostral para um nível de confiança de 95% e margem de erro de 5% indicou a necessidade de 373 participantes. Foi utilizado um questionário estruturado com perguntas sobre aspectos sociodemográficos e clínicos. As respostas foram digitadas em planilhas do Excel® 2013, sendo analisadas a partir de estatística descritiva. Isso permitiu calcular as frequências (números e porcentagens) e cruzar informações importantes, como a idade da primeira relação sexual e o uso de substâncias como álcool e drogas. Resultados: Participaram do estudo 84 adolescentes de quatro escolas públicas com maior predominância de estudantes do 8º e do 9º ano do Ensino Fundamental e 2º e 3º anos do Ensino Médio. Em relação à religião, 32,1% dos adolescentes pesquisados referiram não possuir religião (n=27), 22,6% referiram ser cristãos (n=19), 15,5% referiram ser cristãos evangélicos (n=13), 9,5% responderam que são católicos (n=8), 6% são de matrizes africanas (n=5), 1,2% se definiu como espírita (n=), 1,2% se considera agnóstico (n=1), 1,2% se considera como testemunha de jeová (n=1), 1,2% se considera ateu (n=1) e 9,5% não responderam a pergunta (n=8). Em relação às pessoas com quem moram, houve predominância de adolescentes que moram com o pai e com a mãe em 31% dos casos (n=26), apenas com a mãe em 21,4% dos casos (n=18) e, apenas com o pai em 2,4% dos casos (n=2). Em relação à renda, 17,8% dos adolescentes (n=15) referiu que a família vive com até um salário-mínimo, 11,9% referiram que a família vive com até dois salários-mínimos (n=10), 1,2% com até três salários-mínimos (n=1), 2,4% até quatro salários-mínimos (n=2), 1,2% mais que cinco salários-mínimos (n=1) e 65,5% não responderam ao item (n=55). Em relação às bolsas que recebem, 52,38% (n=44) referiu receber auxílio sendo o pé-de-meia citado em 34.1% dos casos e o bolsa família em 24.4% dos casos, podendo, nesse caso, haver acúmulo de bolsas. Em relação ao conhecimento sobre as IST, houve predominância de baixo conhecimento sobre o tema e formas de prevenção, principalmente entre os adolescentes com vida sexual ativa, e que consomem álcool e outras drogas. Já em relação aos meios citados para conhecer mais sobre as IST, em 82.9% dos casos os adolescentes acreditam que palestras são boas opções (n=68), 78.6% que profissionais de saúde nas escolas são boas formas de aprendizagem (n=66), em 77.4% que campanhas na TV são boas estratégias (n=65) e, em 75.6% que a escola é um bom lugar para aprender sobre estes assuntos (n=62). Além disso, 58.3% dos adolescentes pesquisados não acreditam que conversar com amigos seja uma boa opção para aprender sobre IST (n=49). Conclusão: O estudo adotou uma abordagem quantitativa e transversal. Durante a coleta de dados, observou-se uma baixa adesão por parte dos adolescentes, fator atribuído à natureza sensível da temática, que envolve aspectos da vida privada e sexualidade. A análise dos resultados revelou uma elevada frequência de baixo conhecimento dos participantes sobre as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), o que reforça a urgência de políticas públicas voltadas à promoção da saúde e prevenção nesse grupo. Esse déficit de informação, especialmente entre os jovens com vida sexual ativa, amplia a vulnerabilidade à aquisição dessas infecções. Diante desse cenário, elaborou-se um manual educativo que propõe ciclos de palestras em escolas públicas, voltadas aos adolescentes, visando expandir o conhecimento, incentivar o autocuidado e promover mudanças de comportamento para fortalecer a prevenção. Descritores: adolescentes; infecções sexualmente transmissíveis; intervenção educacional.
Description: Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu da Faculdade Pernambucana de Saúde– FPS, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Psicologia da Saúde.
URI: http://repositorio.fps.edu.br/handle/4861/1307
Appears in Collections:TCC (Dissertações)

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